A Chaosium Inc. não para de surpreender os fãs da sétima edição de Call of Cthulhu. O novo padrão editorial encabeçado por Mike Mason tem agradado tanto a crítica quanto ao público. Os novos títulos figuram facilmente entre os mais interessantes e bonitos já publicados pela editora estadunidense. E, numa prova de que superar desafios é a nova marca da empresa, no último domingo (01/07) foi lançado em formato digital a quinta edição de Masks of Nyarlathotep, com o texto da campanha revisado e ampliado. E tem tudo para ser a cereja do bolo dos novos suplementos para o sistema.
Masks of Nyarlathotep impressiona pelo tamanho. São dois livros para a campanha, que juntos, somam 666 páginas. Além disso, ainda conta com um escudo do Guardião; um livreto de 12 páginas com as fichas dos 105 coadjuvantes; um guia de referência para o Guardião com 85 páginas; um livro de 96 páginas com os handouts e mapas da aventura; além de 10 fichas de personagens prontos.Quando for lançada a versão física, em capa dura e colorida, um slipcase fará a proteção do material. O investimento é um pouco salgado – 129,95 dólares (físico + pdf) e 59,99 dólares (só o pdf) – que já atingiu o primeiro lugar nas vendas do site DrivethruRPG.
Em termos de comparação, Horror on the Orient Express (lançado em 2014) é a maior campanha para a 7ª edição de Call of Cthulhu, com suas quase mil páginas, com mais países para visitar, mais coadjuvantes e centenas de handouts (além de ter rendido um suplemento - Reign of Terror), mas, infelizmente, não recebeu o padrão de edição e acabamento presente nos outros títulos da nova encarnação de CoC, ficando em desvantagem em relação à Masks of Nyarlathotep.
Em tempo: esta resenha tratará apenas da nova edição, revisada e ampliada, de Masks of Nyarlathotep, sem nenhuma comparação com as quatro versões anteriores da aventura épica. Para não estragar a graça da campanha, esta resenha não trará spoilers do texto.
A CAMPANHA
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| Expedição Carlyle |
Masks of Nyarlathotep começa em 1919, quando o playboy milionário Robert Carlyle junta um grupo para uma expedição no Egito, em busca de artefatos antigos. Algo dá errado e todos são dados como mortos. Anos mais tarde, em 1925, Jackson Elias, um escritor amigo de Carlyle e com laços com os investigadores, recebe informações preocupantes sobre o que poderia ter acontecido com os exploradores e pede ajuda aos personagens para apurar os fatos.
A primeira grande novidade da nova edição foi disponibilizar dois modos de jogo: tradicional e pulp. Por conta da alta letalidade do cenário, incluir as regras para partidas pulp é uma forma de manter o interesse e não afastar os jogadores iniciantes. Para quem pretende manter a dificuldade no máximo, há sugestões de como inserir novos personagens dos jogadores durante a campanha, em substituição aos que forem morrendo (ou ficando loucos).
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| Bloody Tongue |
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| Black Pharaoh |
Outra novidade é que o modelo da campanha usa um cenário “sandbox”. à exceção da introdução, que inevitavelmente acontece nos Estados Unidos, todo o restante da aventura pode ser jogado de acordo com as escolhas e preferência dos investigadores. Ainda que haja uma orientação indicada como roteiro de aventura, a ordem de prioridades dos investigadores pode alterar a qualquer momento o destino para o qual partirão em seguida.
O roteiro "ideal" assume o seguinte itinerário: Peru – Estados Unidos – Inglaterra – Egito – Quênia – Austrália Ocidental – China.
Por fim, a nova edição apresenta missões paralelas para cada país dentro do roteiro original. São seis “sidequests” (Inglaterra com duas e Egito, Quênia, Austrália e China com uma cada), possibilitando maior imersão em cada uma das localidades e a possibilidade de obter itens e conhecimento que irão auxiliar no andamento da campanha principal.
Masks of Nyarlathotep tem três finais distintos (um favorável, um ruim e um meio termo) e apresenta a possibilidade para desdobramentos em futuras aventuras para cada um dos encerramentos da campanha. Como se a campanha já não tivesse material o suficiente...
O livro é muito bem organizado, o que facilita o trabalho dos Guardiões. Além das estatísticas de cada coadjuvante e adversário no final de cada capítulo, quatro apêndices foram incluídos para consultas rápidas sobre viagens de navio, trem, avião e até mesmo zepelim; magias, tomos malditos e artefatos (com material inédito que vai além daquele apresentado no suplemento Grand Grimoire).
As artes são muito bonitas e se destacam. E uma curiosidade de cair o queixo é saber que apenas uma pessoa - Andrew Law - ficou responsável por toda a cartografia, players aids e handouts do suplemento. Os mapas dos sete países tem o toque cronológico adequado, a pegada de coisa antiga, faltando apenas a poeira e cheiro de mofo para convencer como um mapa real.
O texto de Mike Mason, Lynne Hardy, Paul Fricker e Scott Dorward(revisando e ampliando o material originalmente escrito por Larry DiTillio e Lynn Willis) é conciso e envolvente em um livro voltado apenas para Guardiões (por conta das inúmeras reviravoltas, o material é proibido para jogadores).
Masks of Nyarlathotep tem três finais distintos (um favorável, um ruim e um meio termo) e apresenta a possibilidade para desdobramentos em futuras aventuras para cada um dos encerramentos da campanha. Como se a campanha já não tivesse material o suficiente...
O LIVRO
O livro é muito bem organizado, o que facilita o trabalho dos Guardiões. Além das estatísticas de cada coadjuvante e adversário no final de cada capítulo, quatro apêndices foram incluídos para consultas rápidas sobre viagens de navio, trem, avião e até mesmo zepelim; magias, tomos malditos e artefatos (com material inédito que vai além daquele apresentado no suplemento Grand Grimoire).As artes são muito bonitas e se destacam. E uma curiosidade de cair o queixo é saber que apenas uma pessoa - Andrew Law - ficou responsável por toda a cartografia, players aids e handouts do suplemento. Os mapas dos sete países tem o toque cronológico adequado, a pegada de coisa antiga, faltando apenas a poeira e cheiro de mofo para convencer como um mapa real.
O texto de Mike Mason, Lynne Hardy, Paul Fricker e Scott Dorward(revisando e ampliando o material originalmente escrito por Larry DiTillio e Lynn Willis) é conciso e envolvente em um livro voltado apenas para Guardiões (por conta das inúmeras reviravoltas, o material é proibido para jogadores).
Masks of Nyarlathotep figura na lista das melhores aventuras produzidas para Call of Cthulhu e desde 2010 não passava por uma revisão. Ampliar o material e reeditar a campanha foi uma decisão acertada da Chaosium Inc, que conta com mais um título de excelência para a sétima edição de CoC. Apesar do preço acima do esperado, a edição apurada, o texto envolvente e os bônus disponibilizados fazem valer todo o investimento. Para saber mais e adquirir este suplemento magistral, basta acessar o site da Chaosium: www.chaosium.com
Uma cópia de Masks of Nyarlathotep foi gentilmente cedida pela Chaosium Inc. para realização desta resenha.
Publicado originalmente no blog Donjon Master





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